
A primeira metade dos anos setenta, foi marcada por grandes movimentos sociais que incluiam: a liberação do feminismo e o protesto contra a guerra do Vietnã.
Mas também foi uma década marcada por grandes filmes que se tornaram clássicos instâtaneos, como exemplo de "O Poderoso Chefão" de Francis Ford Coppola.
Muitos jovens cineastas também viriam a surgir nesse período, influênciado pela onda chamada de "Nova Hollywood". Um desses nomes mais destacados, viria a ser o de Peter Bogdanovich. Promissor cineasta que em mil novescentos e setenta e um, encantava o mundo com o seu "A Última Sessão de Cinema".
Dois anos depois, Peter viria a realizar uma nostálgica comédia ambientada duranto o período da grande depressão.
"Lua de Papel"(Paper Moon, EUA, 1973), situado no ano de mil novescentos e trinta e cinco, tem como principal atrativo, os dois carismáticos personagens. Ryan O'Neal e Tatum O'Neal, pai e filha na vida real, fazem os personagens de Moses Pray e Addie.
Moses (Ryan O'Neal) faz um vigarista na época da lei seca, que viaja vendendo bíblias a víuvas. Addie (Tatum O'Neal) é uma orfã (fumante) de nove anos, que após a morte de sua mãe, é entregue aos cuidados de Moses, que recebe a incubência para a menina do Kansas até o Missouri.
Moses odeia essa idéia e faz de tudo para se livrar de Addie o mais rápido possível. Só que ele logo via descobrir, que a garota é tão astuta quanto ele.
O grandes méritos do filmes, são: a linda interpretação de Tatum O'Neal, que a fez receber um Oscar de atriz coadjuvante e também ser a mais jovem a ganhar o prêmio. A eloquente fotografia em preto e branco do húngaro Láslo Kovács, que aceitou a sugestão de Orson Welles para utilizar filtros vermelhos, fazendo com que eles aumentassem os contrastes e abrindo largos pontos de luz branca nos rostos dos personagens. A direção de Peter Bogdanovich, que confia no elenco e deixa os atores quase que a vontade. Fazendo assim, a química entre Ryan e Tatum ser perfeita.
Uma comédia em tom de farsa, uma bela mistura de "O Garoto" com "Bonnie e Clyde".
Pena que pai e filha nunca mais viriam a trabalhar juntos novamente. Tatum nunca mais viria a conseguir outro grande papel no cinema e seu temperamento explosivo, fez com que pai e filha brigassem e passassem anos sem se falar. Fica então a lembrança.
Cotação: Bom

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